Por que Ser a Favor da Paralisação dos Caminhoneiros?
1.Todo caos que possa pairar sobre o estamento burocrático e as estruturas econômicas de um estado inchado e intervencionista é bem vindo e isso aparenta mostrar que a síndrome de boiada ainda não atingiu níveis irreversíveis na população!
2. A pauta original e mais importante dos caminhoneiros era
a redução dos impostos sobre os combustíveis, especialmente o diesel, e todo
corte de imposto é bem vindo, todo dinheiro tirado da mão improdutiva do
governo e deixado nas mãos dos indivíduos é de grande valia. O próprio governo
tem monopólio desse setor com a desculpa de que é um “setor estratégico” da
economia, porém não se lembra disso ao tributar em 50% esse mesmo setor.
3. Chamar a atenção de todos a respeito da combinação dos
fatos acima: Da importância do setor de transporte/combustíveis e da carga
absurda de imposto sobre esse mesmo setor e deixar claro que isso encarece
todas as cadeias produtivas envolvidas e isso reflete no preço para o
consumidor final.
Por que ser Contra a Paralisação dos Caminhoneiros?
1. Com o decorrer dos dias o movimento foi perdendo o propósito, surge de cá uns gritando “intervenção militar”, outros de lá clamando “Lula livre”, indícios de infiltração política e oportunista.
2. Caminhoneiros que não gostariam de aderir à greve, muitos deles pais de família, são
OBRIGADOS a parar, sob ameaça de violência, e ficam retidos junto com as mercadorias transportadas em
uma espécie de cárcere privado nas mãos de outros caminhoneiros.
3. Pautas duvidosas são apresentadas ao governo por supostos
“representantes” dos caminhoneiros, como a aberração de uma “tabela de frete
mínimo” ou redução do preço do diesel direto na refinaria, entre outros igualmente perigosos.
O que eu acho de tudo isso? Bom, já dá pra deduzir através
dos itens que separei acima: O simples fato de haver uma movimentação dos
indivíduos a fim de afrouxar as amarras que o estado lhes impõe é de se
comemorar em quaisquer ocasiões, porém quando você percebe que na verdade se
trata de um movimento que pede privilégios a seu grupo, ou seja, ainda MAIS
estado em nossas vidas, é de uma decepção gigante.
Um “simples” corte generoso de tributos sobre o preço dos
combustíveis acompanhado de um generoso facão nos gastos públicos seria o mais
aceitável nesse cenário. Porém, isso não é útil e popular para o governo, afinal fica
mais difícil fazer politicagem assim.
Como já expliquei > aqui <os principais motivos de todo esse
caos, vemos que no centro de tudo, o que se pede é ainda
mais desse mal que causou essa crise, mais estado, menos mercado, mais
privilégios, menos mercado, mais regulação, menos mercado. Não existe almoço
grátis, alguém sempre paga, o pobre sempre paga e, dessa vez, não parece ser
diferente.
Sugiro leitura do recente artigo do Instituto Mises Brasil a respeito de quem paga a conta desse tipo de "greve":
É inevitável: sempre que uma categoria profissional faz greve, quem banca as exigências é você
É inevitável: sempre que uma categoria profissional faz greve, quem banca as exigências é você